sábado, 10 de outubro de 2009

Abastecida de palavras, elevo-me numa viagem sem fim, pelos caminhos mais felinos, certos e objectivos de um mundo esbelto e terreno. Este, que de leve ameno, me fecha olhos e dá carinhos serenos, numa noite nublada, onde eu e tu dançamos apaixonados , entrelaçados em lençois brancos amaçados.

O meu caminho de lã

Encontrei um caminho que reluzia,
no fundo da rua onde eu vivia.
Enquanto a minha mãe a lã tecia,
eu por ela corria ...

O cão roubava o novelo,
expandindo-o pelo meu cotovelo...
Onde enrudilhada, presa , sufocada,
eu corria pela assoelhada...

Era amarelo, vermelho e verde crú
para proteger cada corpo nú...
Ela tecia-o, sem fim, pelo meu caminho
Para que se eu caísse, me sentisse um fio de puro linho !