Encontrei um caminho que reluzia,
no fundo da rua onde eu vivia.
Enquanto a minha mãe a lã tecia,
eu por ela corria ...
O cão roubava o novelo,
expandindo-o pelo meu cotovelo...
Onde enrudilhada, presa , sufocada,
eu corria pela assoelhada...
Era amarelo, vermelho e verde crú
para proteger cada corpo nú...
Ela tecia-o, sem fim, pelo meu caminho
Para que se eu caísse, me sentisse um fio de puro linho !
sábado, 10 de outubro de 2009
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Ei! Vou seguir este lindo caminho de lã!
ResponderExcluirAbração! :)
Pedro Antônio
Que bonito!
ResponderExcluirVim agradecer o mergulho no 'meu' Mar e conhecer o Caminho de Lã.
Adorei as cores e a suavidade das palavras*